| Pedagogia de Projetos e o novo Enem |
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| 08-Ago-2009 | |
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Sempre acreditei que um dia, ainda em pleno exercício de minhas
atividades profissionais, alcançaria mudanças tão significativas na
metodologia do trabalho do educacional, que permitisse ao aluno a
condição de transformar a aquisição do conhecimento em algo prazeroso. Durante séculos, vivenciamos, nas relações ensino aprendizagem, o gosto amargo, autoritário e irracional do eu ensino e você aprende, tornando o momento da aprendizagem intragável. Finalmente vislumbro uma luz no fundo do túnel. A proposta do Enem introduz na educação brasileira um novo pensar, agir e sentir, na relação ensino aprendizagem; e expressa claramente a necessidade de avançarmos sobre uma metodologia, da qual sou fiel defensora: a pedagogia de projetos. Nunca compreendi como o ato de ensinar pode ser engessado nos limites de um planejamento fictício, repetido anualmente durante décadas, em todas as escolas, sem a menor consideração ao público alvo. Era como se todos os nossos alunos, independentemente do tempo, das condições e do momento fossem exatamente iguais. Todas as outras atividades humanas, ainda que de forma empírica, são norteadas por projetos. Mas afinal do que trata a pedagogia de projetos? Trata-se de uma metodologia ampliada pela organização de atividades que considera a aprendizagem uma construção coletiva, distante dos modelos tradicionais de memorização, adotados como infalíveis para a passagem pelo vestibular, permitindo ao professor maior autonomia para tomar decisões, valorizado os vínculos de solidariedade, o trabalho coletivo e destacadamente desenvolvendo no aluno o maravilhoso exercício de pensar. Entretanto, sua implantação esteve sempre ameaçada pelo imobilismo de alguns professores e pela falta de visão de gestores educacionais, acuados diante da necessidade de mudança. Agora é fato. Está posto e não nos resta senão avançarmos em direção a construção de um novo modelo compatível com a proposta do Enem, que contemple as exigências de uma avaliação das habilidades e competência e não apenas de conteúdos. Em uma escola, os projetos podem ser utilizados em vários aspectos diferentes do trabalho, desde aqueles de caráter administrativos, de esporte e cultura, além dos de natureza pedagógica. O que é imprescindível, entretanto, é que de forma clara todos compreendam sua importância e abandonem suas posições retrógradas e pseudo modernas comuns à prática educacional entre professores, gestores e escolas que não sabem caminhar em direção ao novo. O desafio é este. Mãos à obra.
Por Josevanda Mendonça Franco
6 de agosto de 2009 |
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